Seleção mistura clássicos, sucessos recentes premiados no Oscar e produções brasileiras para quem gosta de levar sustos em boa companhia
O Halloween, celebrado em 31 de outubro, ganhou espaço no calendário brasileiro e abre uma temporada de sessões de terror que se estende pelas férias de fim de ano. Para quem quer ocupar as noites de folga com sustos de qualidade, o gênero vive uma fase especialmente produtiva.
O terror, aliás, nunca esteve tão prestigiado. No Oscar 2026, Pecadores, de Ryan Coogler, bateu o recorde histórico de indicações, com 16, e rendeu a Michael B. Jordan o prêmio de Melhor Ator. Na mesma cerimônia, Amy Madigan venceu como atriz coadjuvante por A Hora do Mal.
Para montar a maratona sem errar, uma seleção de filmes de terror com nota ajuda a calibrar o nível de susto e a escolher entre o terror psicológico, o sobrenatural e o sangrento. Algumas sugestões:
Pecadores (2025) – No sul dos Estados Unidos dos anos 1930, irmãos gêmeos, ambos vividos por Michael B. Jordan, abrem um bar de blues e enfrentam uma ameaça sobrenatural. O filme mistura terror de vampiros, música e drama histórico.
A Hora do Mal (2025) – Zach Cregger parte de um mistério perturbador: quase todas as crianças de uma mesma turma desaparecem na mesma madrugada. A narrativa em capítulos, contada por diferentes personagens, sustenta a tensão até o fim.
Hereditário (2018) – A estreia de Ari Aster transforma o luto de uma família em pesadelo, com Toni Collette em atuação marcante.
Corra! (2017) – Jordan Peele usa o terror para expor o racismo e venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original.
Fale Comigo (2023) – Os irmãos australianos Danny e Michael Philippou fazem de uma mão embalsamada, usada em “brincadeiras” de possessão entre adolescentes, um dos sustos mais eficientes dos últimos anos.
O Iluminado (1980) – O clássico de Stanley Kubrick baseado em Stephen King é ponto de partida obrigatório para quem quer começar a maratona pelo básico.
As Boas Maneiras (2017) – Juliana Rojas e Marco Dutra misturam conto de fadas, musical e lobisomem em São Paulo. O longa foi premiado no Festival de Locarno.
Morto Não Fala (2018) – Dennison Ramalho acompanha um plantonista de necrotério em São Paulo capaz de conversar com os mortos, em um dos melhores exemplares do terror nacional recente.
A dica para a sessão: luzes apagadas, celular longe e, de preferência, companhia. O medo compartilhado costuma ser mais divertido, e os gritos, mais fáceis de explicar.




