Morar legalmente na Espanha exige um visto ou autorização de residência compatível com o objetivo da mudança, seja estudar, trabalhar ou acompanhar a família. Em quase todos os caminhos, documentos brasileiros precisam de Apostila de Haia e, conforme o órgão, de tradução para o espanhol. A World Company explica quais documentos costumam ser pedidos e onde a tradução juramentada para Espanha se encaixa.
Os caminhos mais comuns
- Estudos: para cursos superiores, de especialização ou de idiomas em instituições autorizadas.
- Trabalho: com contrato de empresa espanhola ou como profissional altamente qualificado.
- Nômade digital: para quem trabalha remotamente para empresas fora da Espanha.
- Residência não lucrativa: para quem vive de renda própria, sem trabalhar no país.
- Família: para cônjuges e parceiros registrados de cidadãos espanhóis ou de outros países da União Europeia.
O Regulamento de Estrangeiros espanhol foi reformado e as novas regras estão em vigor desde maio de 2025. Por isso, a lista de exigências deve ser conferida sempre no site do consulado responsável e nos portais oficiais do governo espanhol. A longo prazo, brasileiros que residem legalmente no país podem pedir a nacionalidade espanhola após dois anos de residência, um prazo reduzido previsto para cidadãos de países ibero-americanos.
Documentos mais pedidos
- Passaporte válido.
- Certidão de antecedentes criminais dos países onde o candidato morou nos últimos anos.
- Atestado médico, em alguns tipos de visto de residência.
- Comprovação de meios financeiros e seguro-saúde.
- Certidões de nascimento e casamento, quando há familiares no pedido.
- Diplomas e históricos, em vistos de trabalho qualificado e na homologação de títulos.
Apostila de Haia para Espanha
Brasil e Espanha fazem parte da Convenção da Apostila. Assim, documentos públicos brasileiros, como certidões, antecedentes e diplomas, precisam da apostila para serem aceitos pelas autoridades espanholas.
A apostila é emitida em cartórios autorizados no Brasil, em papel ou em formato eletrônico. Um detalhe de ordem faz diferença: o documento deve ser apostilado antes de ser traduzido, para que a tradução inclua também o texto da apostila.
E a tradução para o espanhol?
A resposta depende de onde o documento será apresentado.
Nos consulados espanhóis no Brasil, documentos em português costumam ser aceitos. O Consulado-Geral em São Paulo, por exemplo, só exige tradução nos pedidos de nacionalidade quando o documento está em idioma diferente de espanhol, português, inglês ou francês. Para vistos, vale conferir as instruções de cada consulado.
Em órgãos dentro da Espanha, como escritórios de estrangeiros, registros civis e universidades, a tradução para o espanhol é exigida. A legislação espanhola reconhece como oficiais, entre outras hipóteses, as traduções feitas por profissionais nomeados pelo Ministério de Assuntos Exteriores do país, os chamados traductores jurados. Por isso, uma tradução feita no Brasil pode não ser aceita, e a recomendação é confirmar com o órgão antes de contratar.
A tradução juramentada em espanhol feita no Brasil continua útil quando o órgão a aceita e em processos em outros países de língua espanhola, como Argentina, Chile e Uruguai. Nesses casos, a tradução juramentada de certidão é feita por tradutor habilitado no idioma, depois da apostila no original.
Passo a passo para organizar os documentos
- Definir o tipo de visto de acordo com o objetivo da mudança.
- Baixar a lista oficial do consulado espanhol responsável pelo estado de residência.
- Emitir certidões e antecedentes, atentando para os prazos de validade.
- Apostilar os documentos públicos brasileiros.
- Confirmar quem deve fazer a tradução, conforme o órgão que vai receber os papéis.
- Montar o dossiê na ordem pedida e guardar cópias de tudo.
A World Company faz a Apostila de Haia de documentos brasileiros e a tradução juramentada para o espanhol nos casos em que ela é aceita. As regras de cada visto devem ser conferidas com o consulado da Espanha. Para pedir um orçamento, basta acessar o site.




