Por muito tempo, o intestino foi visto apenas como um “cano de passagem”. Hoje, a ciência mostra que ele é um verdadeiro centro de comando metabólico, imunológico e até emocional. No centro dessa revolução está ela: a microbiota intestinal

A microbiota é o conjunto de trilhões de micro-organismos — principalmente bactérias — que vivem no nosso intestino. Para você ter ideia, temos mais células bacterianas no intestino do que células humanas. Não é exagero dizer que somos um ecossistema ambulante.

Mas o que isso tem a ver com nutrição?

Tem tudo a ver.

O que é microbiota intestinal, na prática?

Imagine um jardim. Quando ele está bem cuidado, com solo fértil, irrigação adequada e diversidade de plantas, tudo floresce. Agora imagine esse mesmo jardim cheio de ervas daninhas, solo empobrecido e descuidado.

A microbiota funciona de forma muito parecida.

Quando temos diversidade bacteriana e predominância de bactérias benéficas, o intestino trabalha melhor, a digestão é eficiente, a inflamação diminui e o metabolismo responde de forma mais equilibrada.

Quando há desequilíbrio — o que chamamos de disbiose — surgem sintomas como:
• Estufamento e distensão abdominal
• Constipação ou diarreia
• Excesso de gases
• Cansaço frequente
• Dificuldade para emagrecer
• Compulsão alimentar
• Queda de imunidade

E muitas vezes a pessoa nem imagina que tudo isso começa no intestino.

Microbiota e emagrecimento: qual é a relação

A composição da microbiota influencia:
• A extração de energia dos alimentos
• A regulação da saciedade
• A produção de substâncias inflamatórias
• A sensibilidade à insulina

Algumas bactérias favorecem maior extração calórica da dieta. Outras produzem ácidos graxos de cadeia curta, que melhoram a saúde intestinal e ajudam no controle do apetite.

Não é apenas “comer menos e se mexer mais”. É preciso olhar para o terreno metabólico.

Microbiota e cérebro: o eixo intestino-cérebro

O intestino produz cerca de 90% da serotonina do corpo — neurotransmissor ligado ao bem-estar. Existe uma comunicação constante entre intestino e cérebro, chamada eixo intestino-cérebro.

Desequilíbrios intestinais podem estar associados a:
• Ansiedade
• Oscilações de humor
• Compulsão por açúcar
• Alterações no sono

Cuidar do intestino é também cuidar da saúde mental.

O papel da nutrição

A microbiota responde rapidamente ao que comemos. Em poucos dias, mudanças alimentares já modificam o perfil bacteriano.

Alimentos que favorecem uma microbiota saudável:
• Fibras (vegetais, frutas, leguminosas)
• Alimentos integrais
• Sementes
• Oleaginosas
• Alimentos fermentados (como iogurte natural, kefir, chucrute)

Alimentos que prejudicam o equilíbrio:
• Ultraprocessados
• Excesso de açúcar
• Gorduras trans
• Baixa ingestão de fibras

Não se trata de radicalismo. Trata-se de consistência.

O que pouca gente fala

Não existe “protocolo padrão”. Cada microbiota é única — como uma impressão digital. Por isso, o acompanhamento individualizado faz tanta diferença.

Muitas mulheres, especialmente entre 30 e 55 anos (fase marcada por alterações hormonais, estresse e múltiplas jornadas), sofrem com inchaço, constipação e dificuldade de emagrecer sem entender que o intestino pode estar pedindo ajuda.

O corpo não está sabotando você. Ele está pedindo ajustes.

Conclusão

Cuidar da microbiota não é uma tendência. É um novo paradigma na nutrição clínica.

Quando o intestino está em equilíbrio:
• A digestão melhora
• O metabolismo responde
• A imunidade fortalece
• A relação com a comida se torna mais consciente

A saúde começa no prato, mas se constrói todos os dias — com escolhas possíveis, consistentes e personalizadas.

Seu intestino não é apenas um órgão. Ele é um ecossistema que sustenta a sua saúde.

E talvez esteja na hora de escutá-lo com mais atenção.

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Da sua nutri de verdade Paula Ferraz

 

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