Praça Raposo Tavares recebe nova edição da tradicional Expoflor em setembro

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A cidade de Maringá já se prepara para um dos eventos mais aguardados do calendário local: a Expoflor, que chega à sua 27ª edição entre os dias 03 e 14 de setembro de 2026. Instalada na Praça Raposo Tavares, no centro da cidade, a exposição é gratuita e deve reunir, ao longo de doze dias, um público expressivo vindo não apenas de Maringá, mas de diversas cidades da região noroeste paranaense.

O que começou como uma pequena iniciativa em 1999, idealizada em parceria entre produtores rurais e o Lions Clube Cidade Canção, transformou-se ao longo das décadas em um dos maiores eventos do gênero no Paraná. A trajetória do evento acompanha o próprio crescimento da cidade: já em 2008, a exposição havia ganhado reconhecimento regional, fixando-se definitivamente na Praça Raposo Tavares e atraindo milhares de pessoas a cada edição. Dez anos depois, em 2018, a Expoflor comemorou duas décadas de existência com uma edição recorde, que reuniu mais de 400 espécies vegetais e bateu marcas históricas de arrecadação para causas sociais.

Agora, em 2026, o evento chega renovado. Serão mais de 500 espécies de flores e plantas expostas, um salto significativo em relação às edições anteriores —, incluindo variedades ornamentais, medicinais e aromáticas, ideais tanto para quem deseja decorar a própria casa quanto para quem procura um presente diferente. Um destaque à parte fica por conta das orquídeas, cultivadas com dedicação por produtores da região e apresentadas em exemplares que vão dos mais delicados aos mais exuberantes.

Mas a Expoflor não se resume à venda de plantas. O evento funciona também como uma feira de produtores, onde artesãos locais expõem peças feitas à mão a partir de materiais naturais, unindo criatividade e tradição regional. Para quem busca aprender um pouco mais sobre o universo botânico, estão previstas palestras sobre jardinagem, além de demonstrações práticas de montagem de arranjos florais, atividades que reforçam o caráter formativo do evento, para além do simples comércio.

Em termos de funcionamento, os visitantes poderão circular pela praça de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h30, e aos finais de semana e feriados, das 8h30 às 19h. A estrutura montada no local foi pensada para receber públicos variados: há acessibilidade para pessoas com deficiência, opções de alimentação em food trucks e lanchonetes espalhados pela área, e vagas de estacionamento disponíveis nas imediações.

Um dos aspectos que mais diferencia a Expoflor de outras exposições semelhantes é seu compromisso social. Desde a primeira edição, em 1999, o evento vem canalizando parte de sua arrecadação para instituições que atuam diretamente na comunidade maringaense. Ao longo de quase três décadas, esse apoio já somou milhares de reais revertidos em benefícios concretos. Na edição deste ano, três entidades serão contempladas: o Asilo Wajunkai, dedicado ao cuidado de idosos e à promoção de bem-estar na terceira idade; a APAE, que oferece suporte a pessoas com deficiência intelectual e múltipla; e a AMA, associação voltada à inclusão de pessoas autistas e de suas famílias. Na prática, isso significa que cada planta ou flor adquirida durante o evento carrega também um propósito social, ajudando a sustentar projetos que impactam diretamente a vida dessas pessoas.

A realização do evento segue sob responsabilidade do Lions Clube Cidade Canção, entidade historicamente ligada a ações de serviço comunitário na cidade. A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Aceleração Econômica e Turismo, também dá suporte institucional e logístico, contribuindo para que a estrutura do evento atenda adequadamente ao grande volume de visitantes esperado.

Com entrada franca e programação voltada para todas as idades, a Expoflor se consolida, mais uma vez, como um convite à cidade para redescobrir a Praça Raposo Tavares sob uma perspectiva diferente: colorida, perfumada e repleta de significado social. Para quem já acompanha o evento há anos ou para quem pretende conhecê-lo pela primeira vez, a edição de 2026 promete manter viva uma tradição que já dura mais de duas décadas em Maringá.

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